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01/12/2015

5 truques para aprender outra língua

1. Tenha uma dupla
O principal motivo que nos faz ter dificuldade numa nova língua é ter vergonha de praticá-la, por isso, o primeiro passo - na minha opinião - deve ser encontrar alguém com quem você consiga praticar sem vergonha. Eu faço isso com o meu namorado. Quando queremos praticar, combinamos que só podemos conversar em inglês e um vai ajudando o outro. No fim você descobre várias coisas novas e ainda concerta o que estava errado!
2. Divirta-se
Pensar em formas divertidas de praticar pode ser uma super ajuda! Quando saio de carro com o meu namorado, sempre fico procurando as letras das músicas, cantando e tentando entender, e isso ajuda muito - além de nos divertir porque eu canto muito mal! Hahahaha. Mas basta usar a criatividade pra descobrir várias outras formas: compor músicas, escrever poemas, desenhar histórias, enfim! É só criar!
3. Saia da zona de conforto
E isso significa: esteja disposto a cometer erros! Pode até dar um medo no início, mas é a única maneira de se desenvolver e progredir. Não importa o quanto você aprendeu no cursinho ou no seu intercâmbio, você não vai conseguir falar um idioma sem tentar fazer coisas do cotidiano usando a língua que quer aprender: perguntar o caminho, pedir a comida no restaurante, contar uma piada. Desenvolva a sua sensibilidade com a língua!
4. Escute
A maioria das coisas que a gente aprende a fazer, aprendemos vendo outras pessoas fazerem. É a mesma coisa com o idiomas! Por isso tanta gente por aí diz que aprendeu "vendo filmes e séries". Ouvir é fundamental para saber falar, pois assim as pronúncias vão se tornar menos complicadas e mais familiares.
5. Fale sozinho
Hoje em dia ninguém é normal o suficiente pra dizer que nunca fala sozinho, né? Então se você já faz isso em português, por que não em inglês? Ninguém está ouvindo mesmo! Começa uma conversa com o seu amigo imaginário, seu namorado, enfim, fala tudo aquilo que tá aí dentro...em inglês! Dessa forma você descobre novas palavras, elabora frases e fica mais confiante pra falar com alguém de verdade! 
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22 comentários:

22/10/2015

A loucura que é amar alguém

Estamos vivendo no mundo do "disponível", onde as pessoas procuram por relacionamentos sentadas no sofá, arrastando o dedo por uma espécie de cardápio em que elas passam de rosto em rosto e escolhem o que parece satisfazer suas vontades. Nesse mundo nós criamos necessidades que não existem e suprimos as mesmas acessando a loja da Apple - e quem dera isso fosse feito assim tão superficialmente. Olhando pelo lado sentimental da coisa, toda essa "disponibilidade" transformou o ato de amar alguém em auto-afirmação e, para alguns, em loucura!  Dizer "sim", não desejar inúmeras bocas no intervalo de 2 horas, estar feliz num sábado a noite apenas com uma pessoa, uma pizza e um seriado é um absurdo e uma perda de tempo, afinal, num mundo com tantas opções disponíveis, pra quê entregar-se de corpo e alma para uma só? Pura insensatez!

Aí surgem textos, fotos, hashtags e atitudes que buscam desesperadamente mostrar quão animado, divertido e prazeroso é o mundo dos solteiros - e pode até ser que ele seja bem divertido para aqueles que sabem curtir sem se importar em ter alguém que pergunte "como foi seu dia?" numa ligação às 21h de uma quarta feira (mas porque realmente quer saber e não para não deixar o assunto morrer depois do "tudo bem"). Mesmo assim, no meio desse batalhão de pessoas independentes emocionalmente que abusam das hashtags e das bebedeiras no fim de semana, também existe um batalhão de pessoas que estão querendo desesperadamente largar o copo para entrelaçar os dedos nos dedos de outro alguém. 

São essas pessoas que, cedo ou tarde, acabam aceitando a loucura de amar e de dedicar-se integralmente para fazer a felicidade do outro acontecer - que é um cargo bem mais difícil quando assumido com contrato vitalício e não como experiência noturna. Daí surgem juras de amor eterno, ligações no meio da tarde, abraços de estralar costelas, beijos de tirar o fôlego e o tão esperado amor ao invés do sexo. Estar junto daquela pessoa passa a ser o momento mais esperado do dia e você não consegue lembrar como conseguia sobreviver sem ela nos seus dias. Você até vai conhecer outras pessoas e fazer amigos depois disso, mas todos eles farão com que você perceba que parar de usar as suas asas para voar por destinos incertos e começar a usá-las para aquecer o seu ninho foi o melhor "sim" da sua vida.


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4 comentários:

18/09/2015

Meus 5 maiores medos

Todo mundo tem medo de alguma coisa, e isso poderia ser uma verdade universal! Por mais bobo que possa parecer pros outros, o nosso medo é algo real e muito importante! Querendo ou não, é ele que nos protege. Eu tenho cinco medos gigantes e se eu parar pra pensar em cada um, eles quase me consomem!


1. Morte (minha, de alguém da minha família, de alguém que eu gosto muito ou da minha cadelinha)
Não suporto pensar nisso. Aliás, é um grande problema que eu tenho. Quando estou muito feliz fico pensando que alguma coisa muito ruim vai acontecer, e aí pensamentos sobre isso (nem gosto de repetir a palavra) ficam rondando meus pensamentos. É absurdamente incômodo e horrível. Penso até em procurar ajuda médica e só não procurei ainda por falta de tempo.


2. Ver/estar/vivenciar um acidente de carro
Meu namorado sofre bastante por causa desse medo. Toda vez que ele sai de carro - seja pra ir pro trabalho ou pra viajar - eu fico aflita, chorosa e pedindo pra ele mandar notícias o tempo inteiro. Acidente de carro é um medo terrível que eu tenho, porque pode matar ou pode deixar a pessoa com sequelas horríveis. Quando estamos juntos no carro, sempre ficamos de mãos dadas, então qualquer coisa que eu acho perigosa ou arriscada ou "ai meu deus do céu", eu aperto super forte a mão dele, por isso acho que ele sofre bastante com isso (amor, me desculpa?).

3. Ficar presa num lugar pequeno, fechado e escuro
Só de pensar já me dá falta de ar. Odeio ficar trancada num lugar que eu não possa sair a hora que eu quiser. O pior lugar de todos, que logo vem na minha cabeça quando eu falo disso, são os tobogãs. Especialmente aqueles que são um "cano" gigante. Nossa, como eu odeio aquele brinquedo. Como eu odeio parques aquáticos! My God!

4. Não conseguir exercer a profissão que eu quero
Tenho pavor de pensar num futuro em que eu não esteja fazendo o que eu gosto e tenha que me submeter a trabalhar em qualquer coisa pra poder sobreviver. Por sorte, eu gosto de fazer várias coisas e acho que me encaixaria em vários empregos. Espero que sim.

5. Não conseguir morar fora do país
Nunca foi o meu maior sonho morar fora do país, mas desde que eu visitei o Canadá e vi como as coisas são diferentes e melhores lá fora, eu não consigo traçar um plano pro futuro que não inclua fazer minhas malas e sair do Brasil. Como é uma coisa muito difícil, eu morro de medo de nunca conseguir. Acho que isso me deixaria bem frustrada.

Quais são os maiores medos de vocês? Temos algum em comum?

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2 comentários:

04/09/2015

5 perguntas que eu não sei a resposta

Quem nunca se perguntou coisas que não fazem muito sentido mas mesmo assim despertam curiosidade? Comigo sempre acontece, então resolvi compartilhar com vocês as cinco perguntas que eu não sei a resposta.
1. Por que os cavalos dormem em pé?
Se eles sabem sentar, por que eles não dormem sentados? Será que nenhum cavalo nunca dormiu sentado "acidentalmente" e viu que é muito melhor?

2. Quem elabora as palavras? Tipo, quem decidiu que o teclado se chama teclado, o telefone se chama telefone, etc?
Teve um dia que eu e uma amiga estávamos na praia e ficamos nos perguntando isso. "Quem decidiu que biquíni se chama biquíni? Por que o biquíni não pode se chamar vareta?"

3. Por que não tem cinto no ônibus?
Existem milhares de propagandas e campanhas para que as pessoas usem cinto, sendo que no ônibus - que acredito ser o transporte mais utilizado - isso nem existe e as pessoas ainda andam em pé, esmagadas e até sem ter onde se segurar. Faz sentido pra vocês? 
4. O que acontece quando a gente morre?
A gente simplesmente deixa de existir? SAY WUT.
5. Por que as pessoas criam fã clubes pra uma pessoa que é apenas bonita(o) e não faz mais nada admirável na vida?
"Por que você fez um fã clube pra ela?" "Ela é linda, ruiva, magra, alta, as selfies dela são perfeitas, ela tem 30 milhões de seguidores no instagram e ela me respondeu no twitter". 
Alguém aí sabe a resposta de algumas das minhas dúvidas? Please, elas estão me consumindo aos poucos! (aquelas).

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8 comentários:

13/07/2015

O que Audrey Hepburn pode te ensinar sobre "ser você mesma"

● Quem foi Audrey Hepburn?
Filha de um banqueiro inglês e de uma condessa holandesa, a belga Audrey Hepburn já nasceu ryca e phyna! A nobreza da moça era característica marcante e independente do papel que encenava, a classe e a elegância pareciam simplesmente emanar das telas quando ela surgia.
Foi atriz, bailarina, mãe, esposa e ainda defendia causas humanitárias (que linda!). Hoje a bonequinha de luxo é uma grande inspiração, especialmente por sempre carregar consigo a elegância e a simplicidade de um jeito absolutamente natural!

● Padrões
Na época ser magrela não era requisito de beleza como é hoje! Pelo contrário, bonito era ser uma mulher curvilínea! Por isso ela se considerava “apenas mais uma pequena magricela”, ela era pequena, magra, tinha cabelo curto e se achava toda desajeitada.
● Audrey sendo Audrey

Audrey não se interessava em seguir o padrão. Não fazia loucura como vemos tantas meninas fazendo por aí! Ela respeitava quem ela era, transbordava atitude, e isso é uma das coisas que eu mais gosto nela! Ela não ficava tentando desesperadamente ser quem não era, mas sim, valorizava quem ela era. Foi através de Audrey que o vestidinho preto (vulgo pretinho básico) ficou imortalizado na história da moda feminina. Simples e atemporal.
● Estilo
Pra ela, a melhor roupa era aquela que deixava transparecer a beleza natural da mulher. O que deve ser destacado é a personalidade de quem veste, e não a roupa. A lógica do estilo é: “Pra que se espremer num vestido vermelho justíssimo e tentar se equilibrar num sapato que destrói o pé se dá para ser linda e feminina de calça jeans, camiseta listrada e sapatilhas?” 
● Lição

Vejo todos os dias garotas querendo ser o que não são, procurando desesperadamente se destacar no instagram com a selfie mais bonita, com a melhor foto, com a melhor frase de efeito, e simplesmente não entendo tudo isso. É tão bonito ser simples! A Audrey foi imortalizada justamente por isso: por conseguir ser linda sendo simples, sendo ela. Que tal parar de lutar com unhas e dentes pra se tornar alguém que você não é e simplesmente aceitar a beleza de ser quem você é? Acho que umas das lições que Audrey - sem querer - nos deixou foi que ser diferente é bem mais interessante do que seguir um padrão e viver desesperada por atenção.


"Happy girls are the prettiest."

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10/06/2015

5 fatos bizarros relacionados ao mar

Ok, sei que estamos em pleno outono, mas esse veranico de junho deu saudade do verão. Foi pensando nele que eu decidi bolar o post de hoje sobre coisas bizarras que tem no mar, nos oceanos e em praias. Se prepara e vem comigo!
1) Porcos na praia
Depois do filme "A menina e o porquinho" eu sempre quis ter um bichinho rosinha desses de estimação. É muito amor. Ao visitar as Bahamas você conhece a praia Big Major Cay, onde dá para tomar banho e nadar com nada mais nada menos que porquinhos. A história dessa praia é mais ou menos assim: alguns marinheiros, em um tempo muito, muito distante, levaram os porcos ao ilha para o abate para depois transformá-los em jantar. Mas o problema (na verdade, a sorte) foi que eles nunca voltaram e os porquinhos tomaram o lugar.

2) Lulas que brilham no escuro
A primeira coisa que pensei foi: "mas será que dá pra comer?" #gorda Conhecidas como Glowing Firefly Squids as lulas/vagalumes são uma espécie bioluminescente que aparece na Baía de Toyama, no Japão, entre março e maio. Boatos que o mais legal acaba sendo a pesca, porque as redes ficam todas coloridas. Parece até Natal!!! 

3) Mar que desaparece
Ok, a história da praia de Chandipur, na Índia, é incrível pelo simples motivo de que o mar desaparece. Desaparece mesmo. Quando a maré baixa, é possível caminhar "mar à dentro" por até cinco quilômetros. E convenhamos, cinco quilômetros é bastaaaante coisa (pelo menos pra mim). Durante o passeio pelo ~fundo do mar~ dá pra encontrar tudo, até caranguejos. Vale a passadinha pra quem for na Índia (inclusive me levem).

4) Cachoeira dentro do mar
Sim, você leu certo! Porém, é meio mentira. Deixa eu explicar: as marés acabaram formando depósitos de areias que, vistos de cima, dão a impressão de que o mar desemboca numa cachoeira, a Cachoeira Submarina das Ilhas Maurício. Essa absurda ilusão de ótica proporcionada pela natureza é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Quem não ficou com vontade de dar um mergulho?! Mas falando a verdade mesmo, eu fiquei. Me lembra aquele filme Viagem ao centro da terra, já pensou se fosse verdade e a gente parasse lá? (delírios)

5) Praia subterrânea
Você provavelmente já deve ter ouvido falar da praia escondida. Se não, vamos aos contos. Na costa de Puerto Vallarta, no México, existe uma praia "subterrânea", também conhecida como Ilhas Marieta. Esses arquipélagos incríveis foram resultado de atividades vulcânicas. Hoje em dia o local é preservado, ninguém pode morar por lá, mas são feitos passeios de barco onde moradores e turistas são levados e podem praticar caiaque, mergulho, entre outras atividades marítimas. 

Espero que vocês tenham gostado de conhecer esses lugares que são incríveis e bizarros ao mesmo tempo. Eu adorei! :)
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07/05/2015

Especial Dia das Mães: Jovens e Mães

Tão julgadas quanto amadas, tão acolhidas quanto incompreendidas: entre uma história e outra, a gravidez "precoce" se torna cada vez mais comum. Não por falta de informação e às vezes nem por falta de cuidado, que foi o caso de uma das histórias que você vai ler aqui. Nesse especial de Dia das Mães, lhe apresento três jovens: A Carolina, a Ariane e a Larissa. Duas delas tem 20 anos e a outra 16. Elas assumiram seus filhos, reestruturaram suas vidas e passaram por cima das dificuldades para que conseguissem criar da melhor maneira possível o novo ser que colocaram no mundo. Aqui elas relatam desde a descoberta, o momento do parto e a reação da família até como levam a vida nos dias de hoje.
Carolina Stier, 20 anos. Alice Stier Teixeira, 3 meses.
"Sofri bastante preconceito! As pessoas me abordavam na rua e de cara perguntavam a minha idade. Diziam que era uma criança grávida de outra."
Descoberta: A certeza da gravidez não foi uma surpresa para a Carol. Ela desconfiou que estava grávida quando começou a sentir alguns sintomas comuns: enjoo, muito sono e vontade de urinar a toda hora. Quando resolveu fazer o teste, que obviamente deu positivo, ela diz que ele só serviu pra confirmar algo que ela já sabia. A gravidez veio por um descuido, mas não é considerada um "acidente", e sim um sonho que foi antecipado.

Família: A família da Carol foi super positiva e apoiou ela o tempo todo.

O pai: O namorado, de 23 anos, foi o primeiro a saber. "Ele ficou muito muito feliz. Era o sonho dele". Hoje, como pai de família, ele trabalha muito mais para poder dar o melhor para elas.


O Parto: A Carol acha que o parto é a coisa mais temida por uma mulher durante a gravidez! Principalmente se você vai fazer "normal", fica aquela ansiedade e qualquer dorzinha diferente já dá medo! O parto dela começou quando ela acordou e sentiu uma cólica bem fraquinha, que parava e voltava, mas ia aumentando com o passar do dia, pois já eram as contrações. Quando começava a intensificar essa dor, ela ia pro hospital, tomava remédio na veia e a mandavam embora dizendo que ainda não estava na hora de nascer. Quase dois dias depois, o médico mandou-a pra casa novamente dizendo que não estava na hora, e assim que chegou em casa, ela sentiu sua barriga descer, literalmente! "Aí a dor ficou insuportável, eu ficava na sala da minha casa andando pra lá e pra cá, nem dormir eu conseguia", disse a Carol. Até que pela manhã, ela voltou ao médico e ele mandou-a pro quarto pois disse que ela já estava quase ganhando o bebê e estava com 8 de dilatação! Quando chegou na sala de parto, a Carol precisou fazer uma cesárea! Ou seja: ela sentiu tanto as dores do parto normal, quanto as dores do parto cesárea, que tem uma recuperação horrível, segundo ela.

Mudanças: A rotina mudou totalmente. O casal que sempre ia ao cinema, agora precisa pensar primeiro no que é melhor para o bebê. A nova mãe, que cursava Nutrição, precisou dar um tempo nos estudos pra cuidar da filha, mas pretende voltar ao curso em breve. Apesar de tudo, ela diz estar sendo uma experiência maravilhosa. Mesmo com as noites mal dormidas, a Alice está trazendo muita alegria.


Preconceito: Por ter 20 anos e aparência de 15, várias pessoas olhavam e até abordavam a Carol na rua. Muitas vezes ela ouviu que era "uma criança grávida de outra" e em outras situações as pessoas a paravam pra perguntar quantos anos ela tinha. "Uma vez eu estava numa loja de roupas e uma mulher passou conversando com outra, sem disfarçar: "Olha essa menina, é uma criança grávida", aí ela viu que eu tinha olhado e falou: "Né moça, quantos anos tu tem?", eu respondi bem brava: "Tenho 20 anos". Ela percebeu que eu não era tão nova assim e pela cara que eu fiz ela preferiu não falar mais nada". Quando perguntei o que ela sentia em relação a todo esse preconceito que sofria, ela disse que achava extremamente ridículo e desnecessário. "Antigamente as mulheres eram mães jovens e isso era normal! Hoje em dia o que vem primeiro é o estudo e a profissão, mas acho que não existe um padrão certo a seguir para ser uma boa mãe. Conheço pessoas mais velhas que foram péssimas mães, e mães jovens que são ótimas nesse papel. Pra mim, o que faz umas serem boas e outras não, é a questão do caráter", contou.

Vida Nova: Hoje a Carol ainda mora com os pais, e por amamentar no peito, a Alice também mora com ela. Mas o casal tem muitos planos e pretendem realizá-los logo. Ela contou que eles ainda estão se estruturando melhor para poderem casar e criarem a filha juntos.

Ser mãe: Perguntei pra Carol o que ela estava sentindo com o Dia das Mães se aproximando - sendo que agora ela é uma das homenageadas da data - e a resposta foi um relato lindo: "É um sentimento indescritível. Começando pelo fato de eu ter gerado um ser dentro de mim, nossa, é sem explicação! Olhar pra ela e pensar que era ela chutando dentro da minha barriga! O sentimento é o melhor possível! Não só por comemorar o Dia das Mães, mas comemorar cada momento ao lado dela. Hoje, por exemplo, ela deu a primeira gargalhada! É lindo ver como ela se desenvolve e descobre o mundo que ela faz parte há apenas 3 meses!"
Ariane Póvoas, 20 anos. Lorenzo Póvoas Lunelli, 3 meses.
"Os médicos disseram que minha gravidez era uma coisa quase improvável de acontecer."
Descoberta: A história da Ariane é praticamente o registro de um milagre e pode até servir como um alerta! Ela trata um problema no ovário desde os 10 anos. Se algum dia quisesse engravidar, teria que fazer um tratamento e seria algo muito longo. Tomava anticoncepcional e depois de algum tempo passou a tomar injeções. Fez isso por 8 meses antes de conhecer o atual namorado e continuou fazendo depois de conhecê-lo também. Ela engravidou quando eles estavam juntos há apenas um mês, mas só descobriu a gravidez no quarto mês de gestação. Ela percebeu que estava engordando e que seus seios estavam inchados, mas como tomava injeção, pensava que tudo estava normal e que só estava "gordinha". A desconfiança partiu do namorado, que comentou que achava que ela estava grávida. A Ari nem deu bola, porque apesar de tudo, continuava menstruando normalmente, e por conta dos seus problemas, achou que nunca iria engravidar. A vida dela continuava normal, até que um tempo depois, além do namorado, as colegas do trabalho também começaram a falar que achavam que ela estava grávida. Um dia, enquanto se arrumava pra trabalhar, ela olhou-se de lado no espelho e percebeu uma barriga diferente. Assim que chegou no trabalho, fez um teste de farmácia, que deu positivo. Não acreditando no resultado, resolveu fazer outro, que também deu positivo. Chorando, ela foi até o trabalho do namorado e contou pra ele, que deu o maior apoio. Logo depois ela fez um exame de sangue e esperou algumas horas pelo resultado, também positivo.

Relato dos Médicos: "Eles disseram que era uma coisa quase improvável de acontecer, mas se aconteceu era pra acontecer, era pra ele vir aquela hora e mudar tudo".

Família: Todos ficaram assustados com a chegada repentina do primeiro neto e bisneto das famílias, mas ao mesmo tempo muito felizes! Pra eles, o bebê foi uma benção que trouxe alegria e rumo pra vida dos pais.



O pai: A Ari contou que nunca passou pela cabeça dela tirar o bebê, e que ela criaria ele sozinha se fosse preciso, mas em nenhum momento o seu namorado a deixou sozinha. Matheus, que tem 23 anos, falou que ficaria com ela e que eles criariam o filho juntos, pois o que sentiam um pelo outro era maior que qualquer coisa.

O Parto: Pode-se dizer que o parto da Ari começou com 36 semanas de gestação, quando ela já estava com dois dedos de dilatação, e entre idas e vindas da maternidade, ela precisou fazer a indução do parto quando estava com 41 semanas, pois a bolsa não estourou. Ela chegou às 7 da manhã para a internação e alcançou nove dedos de dilatação perto da meia noite do dia 27 de janeiro. Foram dezesseis horas de trabalho de parto ativo (tendo contrações de três em três minutos e dilatação). Na noite do dia 27, a médica estourou a bolsa e lá se foram mais quatro horas. Já sem forças, a Ari desmaiou três vezes, estava exausta! Assim como o namorado, que apesar das dificuldades, não saiu do lado dela nem por um minuto. "Ele que me deu a força que eu precisava naquele momento", ela contou. Chegou aos dez dedos de dilatação e mesmo assim o Lorenzo não descia na bacia porque era muito grande! Depois de dezesseis horas de muuuuuita dor, levaram-a para sala de cirurgia para fazer uma cesariana. Ao nascer, o bebê não chorou, pois havia tomado água do parto, mas logo o fizeram chorar. Também não colocaram o Lorenzo sobre a Ari porque ele estava com os batimentos cardíacos baixos. Durante todos esses momentos, o Matheus não largou a mão da Ari. "Quando eu olhei pro Lorenzo pensei: "Meu Deus, ele é a cara todinha do Matheus!", e era mesmo, era ele, só que em miniatura", disse. O bebê nasceu com 52,5cm e 4,540kg, enooooorme! "Tudo aquilo que eu havia passado alguns minutos antes já tinha sido apagado da minha memória, eu só estava feliz porque ele estava bem, com saúde, e era isso que importava", contou a Ari.

Mudanças: O casal que ia em festas de quinta a domingo teve que mudar o modo de viver. Desde que o Lorenzo surgiu, a praia tem sido o lugar que eles mais frequentam. Depois do nascimento, eles ficam muito em casa ou vão ao shopping, estão fazendo programas mais tranquilos, em lugares diferentes e conhecendo coisas novas. Pra Ari isso é considerado o melhor de tudo! "Fazemos coisas em família, e é maravilhoso poder mostrar tudo isso pro nosso pequeno", disse.


Preconceito: A Ari foi uma das poucas mães jovens que não sofreu preconceito pelo fato de ser nova. Ela e o namorado percebiam que todo mundo ficava reparando no barrigão, mas era pelo fato de ser muuuuito grande! Ela lembra de uma vez em que foi abordada na praia: "Uma mãe veio com seu filho, ele tinha quatro anos se eu não me engano, e queria tocar na minha barriga porque a mãe dele disse que um dia ele também esteve ali, e ele achou aquilo o máximo! O menino veio umas três vezes fazer carinho na minha barriga! Acho que não tinha uma pessoa que não falava que eu era uma grávida muito bonita, porque eu fiquei bem magra e só com o barrigão! Engordei 16kg, mas só barriga!"

Vida Nova: A Ari e o Matheus moram juntos desde a gravidez, atualmente estão na mesma casa que a mãe e o irmão mais velho dela, onde eles ajudam com as contas, mas o casal já tem seu próprio apartamento que estará pronto em janeiro do ano que vem. Quando sair da licença maternidade, a Ari tem planos de montar uma loja online pra poder cuidar do filhote sem ter que colocá-lo em creche. Ela pretende matriculá-lo em uma escolinha só quando ele tiver 4 anos. "Quero ver ele crescer e não quero perder nada", disse. Ela também pretende fazer algum curso tecnólogo referente a moda, que é a área em que trabalha, mas são planos para quando o filho crescer mais um pouco.

Ser mãe: A nova mamãe disse que hoje se sente completa, e se fosse para ter outro filho daqui a alguns anos, ela não pensaria duas vezes! "É simplesmente maravilhoso, o sentimento mais puro e mais sincero que pode existir, daria minha vida por ele, só de ver aquele sorrisinho, ah, me enche o peito de alegria! Eu definiria ser mãe como "ser feliz", antes eu achava que era feliz, hoje vejo que a felicidade cabe num corpinho de 65 cm!".

Larissa Rosa, 16 anos. Beatriz Rosa Frota, 7 meses.
"Eu nunca vou me arrepender de ter tido a minha filha! Ela é tudo pra mim!"
Descoberta: A Lari descobriu a gravidez aos 15 anos. O pai do filho que ela esperava é o Matheus, de 24 anos, com quem ela se relaciona há 2 anos. Um dia, quando estava indo trabalhar, ela desmaiou no ônibus. Mas como tinha anemia, pra ela era algo normal. O estranho é que os desmaios estavam ficando mais frequentes. A ideia de fazer o teste de gravidez partiu do namorado, que comprou um teste e insistiu pra que ela fizesse. Quando viram que o resultado deu positivo, ficaram estéricos e começaram a rir! Não estavam acreditando! Depois disso, o namorado comprou mais um teste e pediu pra que ela fizesse de novo. E de novo: positivo. Ainda sem acreditar, ela pediu para que a irmã mais velha a levasse para fazer um exame de sangue, dando a desculpa de que era para um hemograma. Ao chegar no local do exame, ela explicou tudo para a irmã, que quase teve um surto! O resultado demorava um pouco pra sair e era através da internet, com um login e senha - dados esses que a irmã da Lari pegou sem que ela visse. Durante a tarde, a Lari e o namorado foram para a praia e, de repente, ela recebe uma ligação da irmã: "Parabéns, tu vai ser mamãe!"

Família: A primeira pessoa da família para quem contaram foi a irmã mais nova do pai do bebê, que disse que a Lari deveria abortar. Por esse motivo as duas ficaram sem se falar por vários meses. Depois contaram para irmã mais velha dele, que ficou estérica porque iria ser titia! Aí foram ao mais difícil: a mãe da Lari! E foi o namorado quem contou! Ao chegar, ele disse "a Lari tá grávida". E ela respondeu "Não posso falar nada, agora vocês que se virem pra cuidar!". A mãe do Matheus, pai do bebê, encarou a situação até com um pouco de humor, dizendo: "Quanto mais Renew eu uso, mais neto me aparece!". Quanto ao pai do Matheus, a Lari conta que não foi tão fácil assim: "O pai dele é que foi complicado, ele literalmente quase teve um infarto! Mas depois de um tempo acabou aceitando bem".



O pai: Na mesma hora em que recebeu a confirmação da gravidez, a Lari já contou pro seu namorado. Ele a abraçou, disse que daria tudo certo e que eles não precisavam se preocupar, pois iriam conseguir. 

O Parto:
A experiência que a Lari teve com o parto foi a melhor possível, diz ela. Foram 2 horas de trabalho de parto onde ela sofreu com algumas contrações bem fortes, mas o nascimento aconteceu em 10 minutos! Quanto a dor, ela diz que não sentiu nada quando o bebê saiu. O que doeu mesmo foi o pós parto, um incômodo que durou pelo menos cinco dias.

Mudanças: A Lari precisou parar de trabalhar e de estudar quando ficou grávida. Como ela e o namorado moram juntos, é ele quem paga a maior parte das contas. Ela ajuda com a pensão que ganha do pai e atualmente está tentando voltar ao trabalho, mas conta que está difícil! De qualquer forma, os gastos com a Bea são mínimos, diz ela: "Nós ganhamos basicamente tudo". Quanto aos estudos, ela voltou assim que pôde. Faz as aulas do primeiro ano do Ensino Médio no período da noite enquanto a Bea fica com a avó, que mora na frente do colégio. Depois de formada, a Lari sonha em continuar estudando e até pensa em fazer faculdade de Biblioteconomia.


Preconceito: Muitas pessoas pelas quais a Lari tinha um enorme carinho sumiram da vida dela ao saber da gravidez. Também tem gente que olha feio e amigas que se afastaram. Além disso, ela escuta várias piadinhas como "não se sabe quem é mãe e quem é filha", "uma criança cuidando de outra", etc. Ela diz que já sofreu muito com tudo isso, mas conseguiu superar.

Vida Nova: Não existe nenhum arrependimento por ter se tornado mãe. A Lari conta que a Bea veio pra encher a vida do casal de muita alegria e mais amor. Conta que ter uma filha dá trabalho, mas os momentos bons que ela proporciona todos os dias fazem esquecer os momentos difíceis.

Ser mãe:
A Lari diz que ser mãe é simplesmente maravilhoso e que ela ama esse papel! Ama cuidar da filha sabendo que quando crescer, ela continuará ali, independente de qualquer coisa. Diz ainda que a Bea é o pedaço mais precioso dela, e que se não fosse pela filha, hoje ela seria uma pessoa bem diferente. "Ser mãe é incrível, a cada conquista e cada sorriso, saber que eu faço parte de tudo isso dá até um arrepio, é lindo!" contou a Lari.

Deixo aqui meus sinceros agradecimentos e minha admiração por essas mães, que diferente de muitas que ouvimos falar, em nenhum momento fraquejaram ou pensaram em abandonar o filho. Desejo que todas tenham uma vida maravilhosa junto com essas crianças que tem um mundo pela frente! 

E feliz Dia das Mães para todas as outras mãe do mundo! Especialmente pra minha, que admiro por ser uma mulher incrível e ter uma força fora do comum, por nunca desistir dos seus objetivos e lutar sempre pelo melhor pros seus filhos. Obrigada por ser minha, mãe.
'
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23/04/2015

Entenda o cabelo do Bob Marley

Não sei se alguém aqui já percebeu, mas adoro conhecer expressões de culturas diferentes!

Dia desses estava conversando com meu namorado sobre dreads, e eu sabia quase nada sobre isso! Nossa conversa foi tão legal e fiquei tão empolgada que resolvi fazer um post!


Encontrei nas minhas pesquisas que esse estilo de cabelo está relacionado a uma religião afro-caribenha, chamada Rastafari, que proibia as pessoas de cortar E PENTEAR o cabelo. Sabe quem foi um adepto? Sim, você sabe. (O Bob Marley, dã).


Ok, eu achava que pra ter dreads as pessoas queimavam o cabelo! Não sei de onde tirei essa ideia mas eu poderia afirmar com toda certeza que era assim! E eu também achava que o cabelo era "próprio"! Tipo: quer ter dreads? Deixa o cabelo crescer até ser suficiente!

A VERDADE: O cabelo pode ser de outras pessoas! :O Isso foi bastante chocante pra mim, talvez porque eu tenha muito nojo de cabelo que não é meu, (não tiro nem o meu da minha própria escova - que é só minha porque tenho nojo de dividir) imagina ter o cabelo de outra pessoa -SABE-SE LÁ QUEM- na minha cabeça? NO, THANKS.


Mas, caso você tenha cabelo...olha o que acontece:
TÁ PRONTO SEU DREAD! AGORA VOCÊ É UM RASTA TOTAL GOOD VIBES!

     CURIOSIDADES:

(Tudo aqui foi relatado por uma pessoa que conheço e tem dreads, ok? Não sei se todos os rastafari do mundo seguem os mesmos "costumes").

1. O cabelo humano ou cabelo sintético são usados quando você não quer perder o comprimento do cabelo ou quer que seus dreads sejam bem longos.


2. A pessoa que eu conheço não lava os dreads. Ele só passa talco quando está muito oleoso (o que não ajuda muito na limpeza). Alguns dizem que não lavar é o certo, outros que dá pra lavar com shampoo anti-resíduos, mas não pode usar cremes e nem condicionadores. E agora?! (eu lavaria).


3.  Seu cabelo só volta ao normal cortando os dreads. Raspar é a opções mais prática, mas não a única. Veja outras opções:

E aí, o que vocês pensam sobre dreads? Se inspiraram? Teriam coragem? Quero saber tudo e tô esperando nos comentários!


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Um comentário: