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22/10/2015

A loucura que é amar alguém

Estamos vivendo no mundo do "disponível", onde as pessoas procuram por relacionamentos sentadas no sofá, arrastando o dedo por uma espécie de cardápio em que elas passam de rosto em rosto e escolhem o que parece satisfazer suas vontades. Nesse mundo nós criamos necessidades que não existem e suprimos as mesmas acessando a loja da Apple - e quem dera isso fosse feito assim tão superficialmente. Olhando pelo lado sentimental da coisa, toda essa "disponibilidade" transformou o ato de amar alguém em auto-afirmação e, para alguns, em loucura!  Dizer "sim", não desejar inúmeras bocas no intervalo de 2 horas, estar feliz num sábado a noite apenas com uma pessoa, uma pizza e um seriado é um absurdo e uma perda de tempo, afinal, num mundo com tantas opções disponíveis, pra quê entregar-se de corpo e alma para uma só? Pura insensatez!

Aí surgem textos, fotos, hashtags e atitudes que buscam desesperadamente mostrar quão animado, divertido e prazeroso é o mundo dos solteiros - e pode até ser que ele seja bem divertido para aqueles que sabem curtir sem se importar em ter alguém que pergunte "como foi seu dia?" numa ligação às 21h de uma quarta feira (mas porque realmente quer saber e não para não deixar o assunto morrer depois do "tudo bem"). Mesmo assim, no meio desse batalhão de pessoas independentes emocionalmente que abusam das hashtags e das bebedeiras no fim de semana, também existe um batalhão de pessoas que estão querendo desesperadamente largar o copo para entrelaçar os dedos nos dedos de outro alguém. 

São essas pessoas que, cedo ou tarde, acabam aceitando a loucura de amar e de dedicar-se integralmente para fazer a felicidade do outro acontecer - que é um cargo bem mais difícil quando assumido com contrato vitalício e não como experiência noturna. Daí surgem juras de amor eterno, ligações no meio da tarde, abraços de estralar costelas, beijos de tirar o fôlego e o tão esperado amor ao invés do sexo. Estar junto daquela pessoa passa a ser o momento mais esperado do dia e você não consegue lembrar como conseguia sobreviver sem ela nos seus dias. Você até vai conhecer outras pessoas e fazer amigos depois disso, mas todos eles farão com que você perceba que parar de usar as suas asas para voar por destinos incertos e começar a usá-las para aquecer o seu ninho foi o melhor "sim" da sua vida.


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4 comentários:

03/07/2015

A história de um relacionamento do início ao fim

Se tem algo que está sendo super compartilhando nas redes sociais é um vídeo que conta em 7 minutos o relacionamento de um casal, do início ao fim.
O filme se chama Me & You e foi criado pelo diretor britânico Jack Yew. Com uma câmera de cima do quarto de um jovem rapaz ele apresenta toda a história.

Curiosa do jeito que sou, assim como 99,9% do mundo, fui assistir e achei simplesmente sensacional. Garanto que muitos casais e ex-casais vão se identificar com algumas cenas, ou até com todas se duvidar.

Olha aí e depois me conta o que você achou:
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Um comentário:

30/06/2015

A vida longe daqui

Quando eu olho para lado de fora não consigo ver nada com clareza. Não consigo imaginar um futuro, um alguém, um amor, um carinho. Eu não consigo imaginar a vida longe daqui. Não sei dizer o que vai acontecer e muito menos se eu vou conseguir superar essa nova fase, lá... do lado de fora.

Não que aqui não seja bom, é. Aqui dentro é confortável, é aconchegante, é calmo, conveniente. Aqui dentro parece perfeito, mas talvez isso só seja perfeito porque eu ainda não sonhei mais alto, talvez isso seja perfeito porque eu ainda não ousei me levantar pegar as minhas coisas e sair. 

Lá fora pode ser solitário, angustiante, talvez eu me perca, me complique, talvez não exista alguém para aquecer os meus pés, talvez não exista alguém para eu chamar de meu, mas no momento eu não preciso de mais ninguém, eu só preciso de mim. Eu não quero companhia, dessa vez eu quero ir sozinha, quero me redescobrir, me reinventar, me reescrever.

E por mais que eu não conheça nada fora daqui, por mais que eu não tenha como garantir a mim mesma que eu não vá sofrer e muito menos que eu não vá me machucar novamente, eu não posso mais ficar. Esse lugar já não é mais meu, talvez ele tenha sido o meu lugar favorito por um tempo, mas agora, não mais. Eu fiquei aqui por pura acomodação, eu fiquei aqui porque é muito mais fácil se acostumar e aceitar do que resolver mudar e seguir em frente. Justamente por ter ficado, percebi que não tenho olhado para fora, não tenho visto as coisas maravilhosas e incríveis que me esperam ali, depois daquela janela.

Por mais difícil que seja abrir a porta e dizer adeus, por mais que eu sofra e chore é disso que eu preciso agora. Eu preciso sofrer, eu preciso chorar, eu preciso crescer. Agora eu preciso de um novo lugar, um novo lugar para chamar de meu. Não, não vai ser fácil, mas também não vai ser difícil, até porque ser livre não pode ser tão difícil assim.

A culpa não é sua, nem minha. A culpa não é de ninguém, mas é que no fundo a gente esqueceu de cuidar desse nosso cantinho, desse nosso lugar. As coisas já estão tão comuns aqui que eu não me encontro mais. Não me vejo mais nesse papel de parede, nem no quadro da sala, não me encontro mais no meio das coisas e está tudo tão bagunçado que quando eu olho no espelho não consigo nem saber mais quem eu sou.

Talvez tudo que eu precise agora é sair, conhecer um caminho pelo qual eu nunca passei.

Não me espere, esse mundo é tão grande e tão cheio de coisas pra mim que eu posso nunca mais voltar.



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26/06/2015

Como descobrir se ele é gay

Eu tenho quase certeza que toda a garota já passou pelo dilema "mas será que ele é gay?". Tudo bem, a gente te entende, a gente também passa por isso e o objetivo desse post é te ajudar a descobrir do jeito mais fácil possível. Para nos entendermos melhor separei três situações:


1) Se ele for um estranho...

Se você nunca se apaixonou rapidamente nos ônibus, nas ruas e nas calçadas da vida você não sabe o que é viver. Na balada então, nem se fala. Se for na balada, observe em que música ele mais curte, as pessoas que estão com ele, os olhares que ele dá pra quem está por perto. A mesma coisa vale para os corredores da faculdade. Se for na rua, no restaurante, no bar, no café, observe como ele observa as pessoas em volta. É complicado saber alguma coisa sobre outra pessoa sem ela nem abrir a boca então o melhor método de tentar uma resposta é só começando um diálogo.


2) Se ele for um conhecido...

Aquele amigo do seu amigo, seu colega de classe, seu vizinho... Você conhece mas não tem nem intimidade pra perguntar o que comeu no almoço, que dirá se é gay ou não. O primeiro e único passo é: stalkear. Sim. Fuce tudo (menos o tinder!). Olhe os amigos do Facebook, as bandas que ele colocou que curte, os lugares que ele frequenta, os interesses, o que ele compartilha, o que ele fala, onde ele vai, a pose nas fotos. Toda pessoa pode ter bom gosto, mas se ele adorar Madonna ou fofocas sobre celebridades: desconfie. 


3) Se ele for um amigo...

Sim, é possível você passar algum tempo tendo um amigo sem saber se ele é gay ou não. A maioria dos homens não se expõe facilmente por diversos motivos. É preciso um nível de confiança e intimidade para essas coisas serem ~reveladas~ sem ter que invadir a privacidade com aquele "mas você é gay?". O primeiro passo é o mais simples possível: observar o comportamento. Como ele age quando vocês estão na balada? Como ele age quando um homem passa? E quando uma mulher passa? Ele acompanha os movimentos? Isso é o mais prático a se pensar nesse momento. Se ele não olhar pra ninguém, você vai precisar partir para o velho método de "jogar um verde". Fale de uma garota bonita que passou na rua, da atriz da TV, do cara que está fazendo o comercial das Casas Bahia ou sobre qualquer pessoa do sexo feminino ou masculino induzindo que ele dê uma opinião. 

Se ele realmente for gay...Levante as mãos para o céu! Um boy a menos, um amigo a mais. E tenho dito. Vocês ainda podem dançar juntos na balada, sair pra tomar café, comprar roupas e tudo quanto é coisa que amigo faz. E digo mais, eles tem um diferencial: ajudar a descobrir se outro boy é gay. A única parte que pode pesar é eles serem nossos concorrentes. Hahahaha.

Lembrando o seguinte: as pessoas são livres para serem o que quiserem e agirem do modo que acharem necessário. O físico, o jeito e a personalidade não define a orientação sexual de ninguém. 
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Um comentário:

11/05/2015

O adeus que não te dei

Se algo antes faltava, agora não falta mais. Fiz questão de queimar as nossas fotos que estavam na minha parede, pra não lembrar nunca mais do meu erro ao acreditar cegamente no que parecia me dizer o teu olhar. Não entendo como um dia eu disse que te conhecia como ninguém, que sabia o que tua sobrancelha dizia quando se curvava, que só eu reconhecia os teus olhares e que não precisavas me contar a piada para que eu entendesse. Eu nunca te conheci. 

Não sei se te perdesses em ti ou se te perdesses de nós. Mas afirmo com certeza: me perdestes de ti. E lembra-te: o que fiz por ti, ninguém fará. Ninguém se dedicará o quanto me dediquei pra te mostrar uma vida boa e bonita que estavas perdendo no meio do teu medo de não saber vivê-la. Te mostrei que eras alguém no meio do teu medo de não saber ser. E ninguém: é o que és pra mim agora. Digo-te isso friamente, da mesma maneira que me jogas na cara tuas frases feitas e teus bons feitos. Pois distribua-os para os que merecem, pois me privo de enganar-me acreditando em um ser que nem existe, alguém que eu inventei e acreditei ser o porto onde eu poderia descansar em noites tempestuosas.

Continua com os teus sonhos e nunca te esquece que foi eu quem fez tu agarrá-los - da mesma maneira com que tu estás fazendo eu abrir mão dos meus agora. Continua com teus credos sem esquecer que estás me fazendo desacreditar. Continua sendo a pessoa que nunca conheci, pra eu nunca esquecer que jamais serás alguém que eu amei.

Talvez um dia sintas falta do meu afeto tão puro e frágil que deixasses pra trás por ter outros mais importantes pra valorizar. Ou talvez não, porque tem coisas que a gente não perde, se livra. Hoje é assim que penso em ti.
"Rasgue as minhas cartas e não me procure mais."
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